2010/08/13

Entrevista - Dalva Danelon

Nessa semana, nossa entrevistada é Dalva Danelon, empresária em Piracicaba há 35 anos, agora ela nos conta sua trajetória de sucesso e trabalho. 

Dalva é pura energia, uma mulher além de seu tempo, ligada em tudo o que acontece a sua volta. Essa mulher está sempre fazendo alguma coisa (foi difícil fazê-la parar para conversar rsrs).

Culta, Dalva sempre está acompanhada de seus livros e, a ser perguntada sobre seu estilo preferido de leitura, ela dispara -
Leio de tudo e o tempo todo, faz bem para mim, para minha alma e meu espirito, coisa, aliás, que a faz um bom papo, pois, essa é uma mulher que sabe e conversa sobre qualquer assunto.

Atuando em um mercado que até há pouco era exclusivamente
masculino, ela nos conta como fez para administrar sua empresa e nos conta também que seus funcionários são colaboradores e nos fala da relação com fornecedores e clientes.

São poucas as mulheres que conseguem alcançar uma posição de liderança e destaque no meio empresarial. Você é uma delas! Conte um pouco do início dessa trajetória?

 Na verdade, eu sou uma empresária por acidente. Há mais ou menos 35 anos , quando meu marido Paulo Danelon, aindabem jovem, abriu a Empresa Danelon Indústria e Comércio de Epi’s ( Equipamentos de Proteção Individual), não sabia que iria durar tanto tempo, até os dias de hoje.

Bem, começamos com uma pequena empresa e, assim, trabalhamos juntos até o seu falecimento em 1995. De lá pra cá, venho dirigindo esta empresa com a ajuda de meus irmãos e agora, também, com a colaboração das minhas filhas.


Quais os desafios e dificuldades de uma mulher em um mercado tipicamente masculino como o dos EPI´s?
 Hoje, olhando para trás, nem imaginaria levando em frente um empreendimento que na verdade não era meu e, sim, do meu marido. Eu simplesmente o apoiava em todos os sentidos. Funcionava assim: Ele era o piloto e eu a co-pilota. Nunca me imaginei uma pilota, mas, enfim, a vida nos prega cada peça.

Quando iniciou, você já conhecia as regras de segurança de uma empresa?
 Quando meu marido faleceu, eu não tinha total habilidade para tomar conta da empresa, mas tomei coragem para enfrentar tamanha arbitrariedade. Com apoio de meus irmãos, funcionários e amigos, levamos o projeto do Paulo para frente. Não queria por tudo a perder: um trabalho que ele fazia com tanto carinho e apreço. Por ele é que continuei a lutar pela empresa e penso assim até hoje.

Quais os segmentos que sua empresa atua?
 Desde o início atuamos no mercado de equipamentos de segurança, fabricando EPI’s para diversos segmentos como a indústria, construção civil e agricultura, fornecendo produtos de qualidade que garantem a segurança do trabalhador.

Esse mercado é muito concorrido?

Nos dias de hoje, todo mercado é concorrido, mas temos prestígio junto às empresas devido ao nosso tempo de mercado e sempre respeitando os nossos clientes.

 Além das normas de segurança, existem algumas outras regras que a sua empresa tem que seguir?

 A fabricação de toda nossa linha de produtos segue rigorosamente as normas federais, pois, possui certificado de aprovação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.


No dia-a-dia de uma mulher que dirige e comanda uma empresa, ela tem que lidar com funcionários, na sua maioria homens. Como você administra isso?
 Na nossa empresa, não temos funcionários e, sim, colaboradores. Trabalhamos como se fôssemos uma “grande família”.


Você acha que os homens hoje encaram com mais naturalidade quando vêem uma mulher no comando?
 Meu caso é atípico. Pois, em todos os fornecedores, clientes, bancos  e outros tipos de negócios que eu vá realizar, sempre tem alguém que conheceu o Paulo e, aí, tudo fica mais fácil, já que o Paulo era uma pessoa muito bem quista no mundo empresarial.

 Além de administrar, você também sabe como se fabricam seus produtos?
Em momento de lazer em um cruzeiro com as filha
 Isso é regra, se você não sabe fazer, como vai saber mandar? Precisa conhecer muito bem tudo o que se fabrica e é exatamente assim que me comporto. Até hoje, eu também, quando é preciso, “arregaço as mangas e ponho a mão na massa”, quer dizer, opero o maquinário da empresa. Sabe que assim a gente até consegue mais respeito com os colaboradores e eles agem assim porque sabem que eu sei fazer o que eu peço para ser feito.


Se um filho lhe disser que quer ser um empresário e comandar um negócio próprio! Qual seria a sua atitude?

Bem, eu não tenho filhos (meu carma, risos), mas tenho três filhas e meu maior sonho é que elas se juntem e continuem a empresa que o pai começou.


Mãe, mulher e profissional, a tão referida “tripla jornada de trabalho”. Sobra algum tempo para uma mulher se dedicar somente a ela mesma nos dias de hoje?
Sempre sobra tempo para tudo! É só se organizar.


Que conselho você daria a uma mulher que pensa em entrar em um mercado assim como o seu e se sente insegura?

Entrar em um mercado assim como o meu, eu diria hoje em dia que é um pouco complicado, mas para as minhas filhas continuarem a empresa, em tudo que ela já possui, fica um pouco mais fácil. Mas isso não quer dizer que não vá ser um desafio e tanto.

Mas gostaria de ver a nossa empresa dando continuidade, mesmo sabendo que é muito difícil. Pois, afinal, o que não é difícil. Minhas filhas são guerreiras, assim como eu.

Quem sabe esta empresa ainda não dure mais 35 anos. “Queira Deus”

Serviço
site - Danelon Epis

fone      (19) 3421-5586
vendas (19) 8203-8866





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