2011/08/29

Entendendo de gente, Steven Dubner

Foto de Steven Dubner em congresso em que estavamos presentes
Há alguns dias em um evento muito bacana e bem organizado, o Visão 2011, recebemos em nossa cidade palestrantes de calibre.

Não estivemos presentes, estávamos fora da cidade,  mas soubemos que foi um belo evento, pois tivemos amigos e clientes que lá estiveram.

O detalhe é que um dos palestrantes chamou muito a atenção: trata-se de Steven Dubner, que é, sem a menor sombra de dúvidas, um mestre em motivação. Porém, pudemos também observar comentários sobre Steven que, na verdade, não expressam o trabalho feito por ele.  Coisa do tipo "ai! você nos emocionou muito", " Fui às lágrimas" e por aí vão - na verdade quase que a salvação de todas as lamentações do mundo!
Já estivemos em palestras de Steven, até porque ele já foi contratado por empresas em que eu trabalhei e, além disso, estivemos em um congresso no Rio de Janeiro onde ele foi o palestrante principal.
O trabalho de Steven Dubner é magnífico, mas temos que enxergá-lo como um agente de transformação do ambiente corporativo, que é seu grande mote! Frente a isso, estamos publicando uma entrevista de Steven Dubner, concedida à Patricia Bispo e publicada no site RH.com.br. Leiam e conheçam mais sobre esse grande palestrante!
Em entrevista concedida ao RH.com.br, na qual o site referencia sobre gestão de pessoas, Dubner comenta que as empresas não podem enxergar os profissionais apenas dentro do ambiente corporativo. As organizações devem investir na melhoria da qualidade de vida das pessoas, já que isso acaba refletindo diretamente na motivação e na auto-estima e, consequentemente, no desempenho das equipes. "Uma empresa é construída por seres humanos e, dificilmente, essa ordem será invertida", ele diz. Confira a entrevista na íntegra e boa leitura!



RH. - Como as pessoas podem preservar a auto-estima?
Steven Dubner - Nas palestras que ministro para muitas empresas, em todo o país, costumo enfatizar que as pessoas precisam parar de olhar a sua vida com os olhos dos outros. Ao encarar suas vidas com os parâmetros e os valores das outras pessoas, fica inevitável a perda da auto-estima e, conseqüentemente, as frustrações. Eu acredito que cada um de nós é responsável pelo o que constrói em sua vida, ou seja, a sua realidade. E, sendo assim, é igualmente capaz de transformar e mudar essa realidade.

RH - A perda da auto-estima também está presente no ambiente corporativo?
Steven Dubner - Sim. Afinal, o ambiente corporativo é formado por pessoas, cada uma com seu sonho, sua habilidade, seus objetivos. Por isso, em primeiro lugar, as pessoas precisam saber para onde querem ir e cada uma deve ter o seu sonho próprio, ou seja, elas precisam desenvolver-se enquanto indivíduos. Por outro lado, a empresa também tem o seu sonho que, no ambiente corporativo, pode ser encarado como a "visão" da empresa. Esses dois sonhos - das pessoas e da empresa - podem ou não ser compatíveis e, desse fato, podem gerar as perdas de auto-estima e a desmotivação.

RH - Qual o maior desafio que as pessoas enfrentam para se manterem motivadas no ambiente de trabalho?
Steven Dubner - O maior desafio é o "estar bem" individualmente. Uma empresa é construída por seres humanos e, dificilmente, essa ordem será invertida. Por isso, é importante que o ambiente de trabalho preocupe-se com essa questão, com a qualidade de vida do funcionário, com o sonho e as metas individuais. É necessário que o ambiente de trabalho esteja preparado para administrar o "bem" individual em favor do "bem" coletivo. O olhar precisa ganhar outra visão: errar faz parte do aprendizado. Ninguém é um super-homem, mas todos juntos são super-homens. Reforço muito na Associação Desportiva para Deficientes, instituição que fundei há 10 anos, o conceito que: "nenhum de nós é melhor do que todos nós".

RH - Como os fatores que prejudicam a auto-estima e a motivação podem ser evitados ou combatidos no dia-a-dia?
Steven Dubner - Com transparência, sutilidade e carinho. Quando todos estão bem, fica fácil encontrar uma solução para qualquer tipo de problema e o que era impossível virou possível.

RH - Existem estratégias que podem ser adotadas pelas empresas, visando a motivação dos profissionais?
Steven Dubner - Muitas. Mas, a primeira poderia ser o entendimento da pessoa como indivíduo. Já ministrei palestras em muitas empresas e percebo que em alguns casos as empresas exigem um nível e cotas acima do extremo e as pessoas, por sua vez, não conseguem dialogar com a empresa. Substituir um funcionário levando-se em conta a sua produtividade pode ser mais simples e prático. Mas, a alta rotatividade tem um preço e é preciso também considerar que ninguém consegue doar-se 100% no 100% do seu tempo.

RH - Quando o profissional está desmotivado, o que pesa mais: a vontade do colaborador em reverter a situação ou o apoio que ele recebe da empresa?
Steven Dubner - Ambas situações pesam. Mais que a vontade do colaborador na reversão do fato e o apoio da empresa, é necessário descobrir de onde vem a desmotivação e entender as causas. Essa deve ser a primeira ação quando um profissional sente-se desmotivado e, depois, vem o trabalho conjunto do colaborador e da empresa.

RH - É possível gerenciar as dificuldades do dia-a-dia, para que essas não interfiram no ambiente corporativo?
Steven Dubner - Se o colaborador não estiver bem, não adianta fingir que tudo está uma maravilha. Gerenciar as dificuldades é encarar de frente os problemas e pedir ajuda. Esse diálogo tem que estar aberto dentro da empresa e a melhor área é aquela em que o colaborador se senta mais à vontade e que, na maioria do casos, é aquela ligada diretamente ao colaborador. Minha experiência como técnico de basquete traz uma série de ensinamentos referente ao gerenciamento das dificuldades do dia-a-dia. O problema fora de quadra do meu atleta é o meu problema também. Não é possível ser duas pessoas diferentes, uma dentro de quadra e outra fora de quadra.

RH - O profissional também tem responsabilidade sobre o clima organizacional ou isso deve ser uma preocupação específica da empresa?
Steven Dubner - O clima organizacional é uma responsabilidade do profissional e da empresa. Novamente fazendo um paralelo com o mundo esportivo, o atleta tem que ter a consciência que o cuidado com seu material esportivo ou com sua saúde, interfere no resultado coletivo. O não cuidar do seu equipamento pode comprometer todo o esforço e trabalho desenvolvido pela equipe.

RH - O Sr. acredita que os programas de premiação isolados são suficientes para motivar os colaboradores?
Steven Dubner - Premiação é um item importante dentro da motivação, mas não deve ser o único. Inclusive, acredito que quando uma meta é atingida não há como premiar apenas o líder da equipe que atingiu os objetivos, porque cada um daquela equipe foi responsável para o resultado final. A premiação deve ser coletiva. Mas há outras formas de motivar os colaboradores como proporcionar o desenvolvimento individual, melhorar a qualidade de vida da família, ou seja, encontrar a melhor forma de motivar o colaborador de maneira a produzir os resultados esperados pela empresa irá depender das necessidades e dos anseios individuais de cada colaborador.

RH - Que fatores podem ser apontados como verdadeiros motivadores dos profissionais?
Steven Dubner - Tudo o que está ligado ao ser humano. Como apontei anteriormente, o principal fator motivador irá depender de caso a caso. Por isso é importante conhecer o seu colaborador, entender o contexto social em que ele se encontra, definir metas técnicas, coletivas, sociais e individuais. Dá trabalho sim, mas somente dessa forma é possível avaliar os progressos e atingir essas próprias metas estabelecidas. Quando todos sabem quem é quem dentro das empresas, suas limitações e potencialidades, fica fácil construir a unidade coletiva e sonhar o sonho da empresa, porque cada um irá trabalhar para potencializar o companheiro de trabalho em prol de um desejo comum.
por Patricia Bispo
(ADD) Associação Desportiva para Deficientes - www.add.org.br
Site Steven Dubner www.stevendubner.com.br/

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