Um treinamento bem planejado é sinônimo de um bom controle, por parte do instrutor, do que irá acontecer em sala. Alem disso, é uma atitude de respeito para com os treinandos,e uma forma de evitar que o processo de ensino aconteça na base do improviso.
Alguns instrutores sentem-se bem em não planejar o que vão fazer, pois acham que, assim, suas atitudes em sala ficarão mais espontâneas. Na verdade, planejar treinamento não significa engessar ações; significa traçar um roteiro de possibilidades criativas, que norteiam o instrutor ou palestrante e o ajudam a estar tranqüilo e seguro perante os participantes.
É importante dizer que criatividade não é um dom. Criatividade nada mais é do que um estado emocional que podemos ativar quando necessário. E sobre o que falar neste texto, a forma como Walt Disney acessava seu “eu criativo”.
A estratégia é simples e você pode aprendê-la rapidamente. Tudo que você precisa fazer é planejar seu treinamento adotando três “personalidades” bem diferentes:
- o sonhador,
- o realista
- o crítico.
a criatividade inclui a síntese de diferentes processos ou fases.
- O sonhador é necessário para formar novas idéias e metas.
- O realista transforma essas idéias em expressões concretas.
- O crítico é um filtro e um estímulo para apurá-las cada vez mais.processo com mais detalhes.
Posição do Sonhador
Um método bastante utilizado por empresas de publicidade e que pode ser muito útil para a posição do sonhador é o “brainstorming” (tempestade cerebral).
Com um lápis e um papel em mãos, deixe sua mente viajar pelo mundo do “faz de conta”, criando possibilidades diversas. Visualize internamente as idéias acontecendo (atividades a serem feitas em sala, explicações diferentes para um mesmo assunto, esquemas visuais interessantes e anote todas rapidamente, mesmo que sejam irreais ou malucas.
O importante é não reprimir, censurar ou corrigir as idéias, pois elas poderão ser, de alguma forma, aproveitadas ou adaptadas mais tarde. Além disso, o bom humor reforçará seu estado criativo.
Faça de tudo para que suas idéias continuem fluindo. Você pode desenvolvê-las, combiná-las com outras, imaginar o oposto delas, etc. Talvez seja útil trazer à memória alguns treinamentos que você ministrou de forma bem-sucedida e reviver as situações que deram certo. Neste momento, quantidade vale mais do que qualidade. Deixe que uma idéia puxe a outra e não se esqueça de tomar nota de todas.
Quando julgar que já possui uma boa lista de idéias e quiser encerrar esta etapa, abandone o “lugar do sonhador” e passe para a próxima etapa da estratégia: a posição do realista.
Posição do Realista
Com a lista de idéias em mãos, esta é a hora de voltar à terra firme, à realidade. Escolha um lugar diferente, para o qual possa retornar sempre que quiser desfrutar de um estado interior de racionalidade, planejamento e organização.
Você pode distribuir os assuntos do treinamento em tópicos, planejando o tempo necessário para abordar cada um deles. Pense em todos os passos que precisará realizar para ver seu planejamento realmente acontecendo conforme o esperado. Anote tudo que precisará ter às mãos para colocar as idéias em prática: lousa, canetas coloridas, datashow, quantidade de cadeiras, equipamento de som, televisão, DVD, vídeo-cassete, etc.
Pegue aquelas idéias malucas que surgiram e ajuste-as, para que possam também ser colocadas em prática. Talvez você perceba que não precisará usar todas as idéias que teve enquanto estava na posição do sonhador; sugiro, neste caso, que você guarde as anotações para uma próxima vez, pois elas poderão lhe servir para uma próxima aula.
Ao encerrar seu planejamento, saia do “lugar do realista” e avance para a última etapa da estratégia: a posição do crítico.
Posição do Crítico
Nesta posição, você deverá assumir o papel de “chato da história”. É a hora de colocar seu plano em teste. Busque os erros, os problemas, as dificuldades e os principais obstáculos que poderá enfrentar; procure imaginar o que está faltando, o que poderá não funcionar adequadamente e meça todas as conseqüências das suas ações.
Sua intenção, aqui, não é destruir seu próprio planejamento, mas sim torná-lo mais eficaz. Você poderá, por exemplo, imaginar quais as dúvidas mais prováveis que seus treinandos terão e, assim, incorporá-las já na explicação do treinamento.
Você também pode imaginar um “plano B” para a abordagem dos tópicos, para se prevenir de possíveis imprevistos.
O que você fará, por exemplo, se o data-show não funcionar corretamente?
Que outra atividade poderá realizar com a turma, caso aquela que você planejou não surtir o efeito desejado?
Depois que tiver refletido a partir do ponto de vista do crítico, é bem provável que seu treinamento será um sucesso!
“Prefiro divertir as pessoas, na esperança de que elas aprendam,
ao invés de ensinar as pessoas, na esperança de que elas se divirtam”
(Walt Disney)


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante para nós deixe seu comentário !