2010/10/06

Anunciar em programa de televisão

Hoje temos que compreender uma realidade incômoda:

Não somos nós quem decidimos o que está na mídia.

Na verdade, quem decide isso são os consumidores que vão comprar e usar os produtos e também decidir quem deve falar de seus produtos.

Assim, só cabe à empresa de propaganda e comunicação controlar o ímpeto dos ansiosos e se concentrar em planejar a comunicação de seus clientes nas mídias.

Para isso, é importante primeiro entender os fenômenos que estão associados a elas, sendo o maior deles, a mudança na atenção do consumidor.

A propaganda das empresas sempre foi centrado na mídia, basicamente, porque é nela que se concentra a atenção do consumidor. Através das mídias, as empresas se comunicam com seus consumidores e seus stakeholders ( confiram link abaixo).  Mas o consumidor mudou, sua atenção está centrada na pessoa que fala sobre seu produto !.

À partir disso, temos consumidores interagindo com outros consumidores, trocando informações sobre suas vidas e suas experiências, sobre empresas e seus produtos e, portanto, as pessoas compram de quem confiam e de quem respeitam.

Deste modo, ao pensar em anunciar seu produto e trabalhar com o veículo televisão, você deverá levar em conta que o telespectador está com seu foco na pessoa que irá falar sobre seus produtos e apostar que essas pessoas (apresentadores, celebridades, âncoras de programação, etc) consigam ampliar a empatia entre seus produtos e seus telespectadores, para que seja deflagrado o processo de compra.

À partir deste ponto, a publicidade e a propaganda passam a criar estratégias baseadas em pessoas e em relacionamentos, e no  no relacionamento do apresentador com seus telespectadores, que são os formadores de uma rede de pessoas e consumidores de seu produto.

Hoje os leitores de revistas e telespectadores televisivos consomem informações e os apresentadores, mais do que nunca, devem ter a postura de consumidores, falando de produtos e fazendo testemunhos.

Na seqüência produzir/anunciar/vender um produto ou serviço, o apresentador é um consumidor falando de você e de sua empresa. Essa pluralidade vai além dos aspectos de marketing e de comunicação, levanta questões éticas em torno do papel dos apresentadores e a quem você confia seus produtos.

Claramente as propagandas, hoje, procuram trabalhar valores financeiros e não qualidade do produto.
São raras as propagandas que promovem qualidade e é muito fácil escolher a sua programação, você tem o poder do controle remoto, o que certamente nos leva ao fato de que um apresentador de qualidade e respeito dentro da comunidade é a opção mais acertada para você e sua empresa, pois ele irá segurar o telespectador.

Geralmente as propagandas 
exprimem uma ordem:
“Compre!”

Ou então, trabalham com elementos que tocam diretamente o telespectador, como a propaganda de um carro em que o filho pedia ao pai para não deixá-lo na porta da balada porque o garoto tinha vergonha do carro.
Há, nesse caso, uma forte influência sobre o pai, pois é ele quem deve comprar o carro e, para isso, não precisamos de uma criança falando desse carro.
E volto a afirmar que um bom apresentador é aquele que transmite algo à comunidade (independente de que tipo de programa, idade ou estilo) e é ele quem deverá deflagrar a cadeia de compra e que fará seu produto vender.

Alguns apresentadores apelam tanto para o sentimental que, em suas trilhas, colocam músicas que imitam batidas de coração,  o som fica quase imperceptível, principalmente se misturado à trilha sonora ou ao testemunhal do apresentador, passando a sensação de calma e segurança, ou então, utilizam uma trilha que sugere luxo, sucesso e alegria unidos ao testemunhal".

Claramente essas propagandas e testemunhais deturpam o que vivemos, distorcem situações cotidianas à seu favor e, mostrando realidades parecidas porém fictícias, influenciam o telespectador seja ele uma criança, adulto, adolescente ou idoso a consumir algo que é ilusório.

Com já  falei que hoje, leitores e telespectadores  consomem informações e testemunhos de alguém que tenha representatividade junto à cidade ou à comunidade local isso é muito importante.   Mas, fique atento à imagem de quem você vai associar ao seu produto a bordões que você vai associa-lo (muitas vezes um bom bordão transforma-se em chacota,  fato é que, dependendo de sua escolha,  você pode  popularizar, rejuvenescer, ernvelhecer e até glamurizar seu produto.
Basta saber quem você vai escolher para falar dele.
Cid Ferreria Júnior





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