Todas as grandes cozinhas do mundo, sem exceção, que ganharam fama internacional, tiveram sua origem em épocas de vacas magras.
Crises, guerras, epidemias, enfim, utilizaram de criatividade para transformar o pouco que tinham disponível em maravilhas.
Hoje vivemos um período de abundância e, nem por isso, devemos ser perdulários, desperdiçar alimentos, desdenhar ingredientes e buscar apenas ingredientes caros e raros.
Crises, guerras, epidemias, enfim, utilizaram de criatividade para transformar o pouco que tinham disponível em maravilhas.
Hoje vivemos um período de abundância e, nem por isso, devemos ser perdulários, desperdiçar alimentos, desdenhar ingredientes e buscar apenas ingredientes caros e raros.
Fazer comida é nada mais do que transformar, lapidar, esculpir os ingredientes. Já vivi momentos em que só tive xepas de feira para cozinhar. Tomates, batatas, cebolas, abobrinhas e pimentões semi-podres. Laranjas, alfaces e berinjelas murchas.
Acreditem, foi nessa fase que aprendi a cozinhar. Retirar o que não prestava e, às vezes, sobrava um quarto de um tomate, meia cebola... De um pé de alface, cinco folhas salvavam, enfim, demorava-se mais pra preparar os ingredientes do que propriamente cozinhar. Mas valeu a pena! Conheci a fundo cada um deles.
Acreditem, foi nessa fase que aprendi a cozinhar. Retirar o que não prestava e, às vezes, sobrava um quarto de um tomate, meia cebola... De um pé de alface, cinco folhas salvavam, enfim, demorava-se mais pra preparar os ingredientes do que propriamente cozinhar. Mas valeu a pena! Conheci a fundo cada um deles.
Já comentei em semanas anteriores que a energia que se coloca no alimento é o principal tempero e que a ordem em que apresentamos os ingredientes faz com que tenhamos excelência no resultado.
Pois bem, não que tenhamos que cozinhar com xepa, longe disso, mas temos que ter respeito pelos alimentos. Aproveitá-los cem por cento. Se temos uma beterraba com rama, vamos fazer um refogado com as folhas. Se vamos utilizar um tomate, porque jogar fora a tampinha, só porque tem o umbigo? É o ponto de ligação entre o fruto e o pé, qual o problema? Vejo muito desperdício sem fundamento como este exemplo do tomate. Vamos rever estes hábitos!
Pois bem, não que tenhamos que cozinhar com xepa, longe disso, mas temos que ter respeito pelos alimentos. Aproveitá-los cem por cento. Se temos uma beterraba com rama, vamos fazer um refogado com as folhas. Se vamos utilizar um tomate, porque jogar fora a tampinha, só porque tem o umbigo? É o ponto de ligação entre o fruto e o pé, qual o problema? Vejo muito desperdício sem fundamento como este exemplo do tomate. Vamos rever estes hábitos!
O que importa é o resultado. Um belo prato, saboroso e nutritivo. Se os ingredientes são raros, caríssimos, com histórias, se o produtor faz parte de algum movimento orgânico ou se ninguém conhece, acaba se tornando antipatia. O prato em si acaba ficando em terceiro ou quarto planos. Mas se, pelo contrário, apresentarmos um prato feito com sinceridade, com alegria e preparado em um ambiente de muita paz, será saboreado e, literalmente, estimulada a gula dos que estão à mesa, mesmo que preparado com ingredientes simples e baratos.
A sofisticação da gastronomia está na magia de transformar o ingrediente, de agregar valor, de pegar uma gema bruta e torná-la diamante. Os diamantes já são diamantes, cravejar um prato com diamantes, salpicar com histórias e exigir aplausos, é muito fácil.
É aí que distinguimos quem cozinha de verdade. Por isso, teço louvores às mães que se desdobram para alimentar suas famílias com poucos recursos. Sofisticado é ser criativo, sofisticado é transformar o “nada” em alguma coisa. O resto a enxurrada leva!
É aí que distinguimos quem cozinha de verdade. Por isso, teço louvores às mães que se desdobram para alimentar suas famílias com poucos recursos. Sofisticado é ser criativo, sofisticado é transformar o “nada” em alguma coisa. O resto a enxurrada leva!



PARABÉNS, SUA COLUNA ESTÁ CADA VEZ MELHOR... SUCESSO!
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