2016/02/24

Conquistanto o consumidor jovem


Os jovens brasileiros estão mais adaptados a mudanças bruscas de planos e por isso são mestres em tomar decisões baseadas em oportunidades ou impulso.
Essa é uma das principais constatações de um estudo realizado pela B2, empresa especializada em conectar marcas ao público jovem, divulgada hoje (23/9). Intitulado 
“Vivendo 80 semanas na vida do jovem brasileiro”, 

Dois grandes protagonistas influenciam a tomada de decisão: 
as redes sociais e os amigos e os contatos que esses jovens têm dentro dessas ferramentas. 
Segundo a pesquisa, as principais fontes de informações desse público são o WhatsApp, Facebook e Instagram, sendo que ele passa uma média de 6 horas diárias nas mídias sociais. 
“Hoje os amigos ainda são a principal fonte de influência na hora de consumir algo”, 

“O novo boca a boca, as redes sociais,  pode acabar com uma empresa hoje em dia”,

Veja algumas das conclusões da pesquisa:


1. O jovem brasileiro vive o agora e não está muito preocupado com planejamentos muito longos ou com o futuro. Eles agem com normalidade às mudanças e tomam muitas decisões por oportunidade ou impulso. Nesse novo panorama, ser flexível é ser relevante.


2. A tecnologia e as mídias sociais fazem parte da rotina desse público. “Hoje o jovem prefere passar fome a ficar sem seu pacote de dados no celular”, afirma Buckup. Por isso a grande influência dos seus contatos na tomada de decisões.


3. Os jovens veem o estudo como um investimento que proporcionará que consigam uma qualidade de vida melhor. A conquista de uma formação profissional foi apontada por 42% dos entrevistados como o maior sonho. Ter estabilidade, trabalhar com o que gosta, poder conciliar lazer e trabalho e empreendedor também foram citados como perspectivas.


4. Com a tendência de se aterem às suas decisões presentes, 60% dos jovens preferem pagar tudo à vista; 56% se consideram consumidores moderados; e uma minoria – 18% nas classes A e B e 11% na C – pensa em economizar parte dos seus rendimentos.


5. Eventos que antes eram excepcionais – casos de morte na família, surpresas, enfermidades – são tratados com maior normalidade e se encaixam no dia a dia desses jovens. Por isso, algumas empresas precisam ser mais criativas na hora de cativar e surpreender esse público.


6. Os jovens são preocupados com a imagem que passam e com os sentimentos envolvidos com a interação e a aceitação de outras pessoas dentro das redes sociais. Ao mesmo tempo, apresentam uma identidade própria, que nem sempre condiz com essa imagem que eles querem passar. É papel das empresas entender essa dualidade e criar mensagens cada vez mais humanas. E mensagens que esses consumidores queiram ouvir e compartilhar.

Rafael Farias Teixeira


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